-versão original-
e a noite amanheceu molhada
e o sol como lua sorria ao horizonte
galos e pássaros e cães já fanfarilhavam
eletrólebus acústicos esculpiam as nuvens
fora quente a noite
o suor desceu por testas cores frestas
mas amanhã amanheceu molhada
o nariz pingando
úmida as partes muitas as partes
e sob as arvores um momento
os vivos assistiam TV em praça pública
os mortos soavam a viola e vendiam roupas ao léu
bem brega, bem bosta que não desce ou
merda molhada que borra
e espirra a falta de água no motor de nosso mundo
a bolsa amanheceu uma correnteza
e os capitalistas entristeceram com tal fluidez
os artistas sem tempo sincopavam frescamente
tudo belo e encantador
festa , festim, PUM!
- versão experimento -
a noite encantava frescamente
o sol como o belo,sem tempo , sincopava tristemente.
os capitalistas, os cães, já acústicos, esculpiam o motor
e as nuvens espirravam o amanhecer.
fora a festa aos artistas
com a TV em praça publica que descia na testa
com a manhã que anoiteceu em bosta
merda molhada PUM.
bregas as partes e nada desce
mas sob a viola num momento de nosso mundo
a bolsa já vendia roupas em falta dágua
tudo bem morto,
mas quente e úmido
e sem cor nem frestas.
os eletrolebus com tal fluidez fanfarilhavam
e sem tempo declaravam a noite molhada
que sorria ao horizonte
festim como lua.
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