vísceras

Arrá, velho escrever
Vos conclamo noite a cima
Pra que abaixo toda
Escória trema ao lema
De nossa locução
Arrá, velho infeliz
Que sustenta a morte a teu sustento
E suspende toda compreensão
Deixando a cabo
Toda emancipação divertida
Arrá, verme corrupto
Que de egoísta
Se vê em Deus
E implora perdão por
Sua estratificação do suplício
Não, não há perdão
Tua morte é certa
Teu verme está em ti
Teu esquecimento será fugaz
Teu credito falido
E Nosso escárnio ,ais só de alegrais rá-rráaa Arrá,
vaca prostrada
Quero xupar suas inibições
Para que sinta algo ao menos uma vez
Quero ferir sua conciência
Cega e consumista
Quero gozar de ti prazeres , ares e azares
Ehé, filho burguês
Que esbanjas de tempo espaço e matéria
Que fazes tu?
Masturba-se em prostitutas insensíveis
E vai n`arte transgredida e esfoliante
Arrá ,Arrá ,Arr ár enfim,

esta tudo acabado mesmo...

Não há viés que apraz o nosso estado de descontentamento...

(suspiro)

(náusea)

cai a gota
Vibra o chão
Trinca como terremoto a semente vulga na região
E RACHA A CASCA SAI DA CASACA VAI VRUM DESVIRGINADA
TRANSVIRADA DESBUNDADA AVE MARIA
E De lá de maneira diva, místico e milagrosso
Brota então o helminto que há de alimentar-se de toda bosta restante.







.

Seguidores

Pesquisar este blog