duas torres


Frente a mim tenho duas torres gêmeas
Por entre delas as nuvens se entrelaçam
Umas negras ameaçando a chuva forte
Outras ainda brilhando o reflexo do sol

Entre as torres também passa um papagaio
Mistura de bicho e pau papel
Ele voa com sua rabiola fazendo entrecorteios
Cantando o som silencioso de seu oscilar

Por toda parte vejo também peões:
De arma em punho
fazem a força atual.
De lápis em punho
fazem as leis atuais.
na noite, todos dormem.

Passa a cavalaria, passa a bispaida
Passa a bola, espira o valete, um lance de dados
Jamais se repete, jamais se repete
"nunca mais!"

Entra então a rainha toda diferente
corta as cabeças astutamente
e ao rei lento que é ,
é xeque sem ver o olé!

Mas lá estão as duas torres
e ao rei é que elas servem.
Com o império protegido
Contra-ataque desferido!

Multiplicam se as torres
E já estamos num labirinto
As vezes quadriculado
As vezes verde e riscado.

Uns fracassam e por ali ficam mortos
Outros resistem mas não têm a astúcia
Poucos virtuosos acham os macetes
e vitorioso, um só vai ao pódio.

Vejo novamente as duas torres frente a mim
tudo o mais esta escuro

Vitoriosas, houve tempo em que ruiram em partidas
mas hoje o rei ainda tem a seu lado os famados gêmeos pródigos,
não se abalam as estruturas e sua guerra perpetúa. 

é começo do fim e continua
o jogo parou e não é fim de partida.
















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